terça-feira, 16 de setembro de 2014

Continuando o Quintal Paulistano

A natureza tentando sobreviver nessa selva de pedra não cansa de me surpreender! As árvores frutíferas produzindo é encantador. Lembram que falei do mamoeiro na Av. Sumaré, pois é, tá lá um mamão no alto, coisa linda. E agora, tem o tempo das amoras e também lá na Av. Sumaré tem muitos exemplares, e elas estão espalhadas por toda São Paulo. Sem falar nas pitangueiras que agora estão floridas!!! Hum cada uma mais linda.
Achei um exemplar do cacueiro (sim pé de cacau), aqueles que dão o cacau... que faz o chocolate.... que tem na Bahia.... pois é na R. Itacema no Itaim, tem um pé lindo, e cheio de frutos. Vamos ver se amadurecem.
Mas não são apenas as frutas que são encantadoras. E os passarinhos que insistem em sobreviver nesse mundo sonoro sem limites! No meu apartamento sempre voa por perto um beija-flor, 'tiquinho', e olha moro bem no alto e vai lá me visitar, quanto privilégio. Sem falar nos sanhaços, e maritacas que vem me acordar e estão sempre bagunçando nossos ouvidos uma vez que não estamos acostumados a ouvi-los!
E no Parque da Água Branca tem um mico... lindo, super adaptado. Eram três, faz tempo que não vejo todos, apenas um, será que morreram. Não é difícil, pois sobreviver ali é um esforço.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A morte pelo Ebola

Nada mais triste que assistir, sem poder fazer nada, um surto dizimando toda uma região. E deixando a população do mundo em pânico os aeroportos da região foram fechados, atletas proibidos de participarem de Competições Internacionais uma vez que moram nas regiões atingidas, e os doentes trancados nos hospitais.
Ontem um rapaz fugiu do hospital. Corria pelas ruas numa feira  livre, e os outros consumidores corriam dele, todos em pânico, até que foi capturado. Alguns funcionários do hospital,vestidos como se estivessem mexendo num enxame de abelhas ("africanas"), capturaram-no e devolveram ao hospital. A cena era de captura a um animal. Há vida possível para aquele moço?
A morte do época da ciência não é digna. Não acho que ele deve estar fora, mas olhando pelo lado do rapaz, ele tem o direito e ver as pessoas que ama, morrer ao lado dos familiares.
O lema "quem ama, cuida" é valido, mas muitas vezes traz sofrimento. 
Muitas vezes, a medicina paliativa retira do hospital e manda para casa uma pessoa que sabidamente não tem mais nenhuma chance de vida para morrer junto com seus familiares. Esse rapaz, contaminado com o vírus Ebola, não tem mais chance de vida e não pode ir pra casa. Quanta tristeza.
Não estou defendendo que ele saia, mas defendo que ele seja compreendido no seu ato pois é um ato de desespero! Ele já está enterrado antes de morrer! Que dor!!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A morte vem nos tirar do lugar, sempre!

Todos nós sabemos que vamos morrer, mas quando ela chega para levar alguém, ficamos surpresos. Perguntamos o que aconteceu, mas por quê? Era tão jovem, ou ele não estava doente, estava? ou descansou, isso para minimizar nossa dor, etc etc... Quando é homicídio, sim, ficamos chocados com a violência e o suicídio???? Esse nos desassossega, por quê, o que aconteceu?
Desde a morte de Robin Williams na semana passada escuto lá e cá as pessoas indignadas pois no imaginário coletivo ele era feliz - era rico, famoso, bonito, ganhou o Oscar... e mesmo assim se matou! Nenhum desses atributos fazia Robin William feliz, era a dureza da vida o que mais lhe tocava.
Li num artigo de jornal que ele dedicava parte do seu dinheiro para questões humanitárias e que permaneceu um dia inteiro ao lado de uma criança doente que desejava conhecê-lo. E também que quando estava entre amigos tinha voz baixa e trêmula, aqui temos o homem Robin Williams e não o ator. Talvez foi essa fragilidade que o fez cometer o ato de suicídio, não suportou sua finitude - o diagnóstico de Mal de Parkinson e a morte de um amigo.http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,genio-desesperado,1544700
O imaginário da riqueza e da beleza parece que nos protege de pensar na vida dura, mas Robin Williams nos coloca cara a cara com essas crenças. Não é porque é rico ou belo, ou famoso, ou... que é imune a dor.
A morte de Robin Willliams nos mostra a necessidade de estarmos juntos com nossos amigos (aqui incluo nosso familiares) de forma inquieta, sem preconceitos (positivos ou negativos), pois só assim podemos escutar as nuances da existencia de cada um.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As lições do cinema

Na semana passada, assisti o filme Hoje eu Quero Voltar Sozinho. Já quase saindo de cartaz, e muitos comentários já ouvido consegui me programar para ver. Fiquei surpresa com o filme, pela questão da relação pais-filhos;já a questão da sexualidade, mais comentada, achei secundária. Não é bem assim, é que o diretor trata da descoberta da sexualidade com muita delicadeza, bem nos moldes dos nosso tempos. Leonardo ao perceber seu amor por Felipe conta para a amiga e a questão gira em torno de ser ou não correspondido. O filme nem traz a tona a questão da aceitação dos pais, ou dos amigos. O choque da menina é porque ela era apaixonada por ele e não por ter um amigo gay. É simples, bonito... Leonardo não sabe o que sente sua paixão, é gay também ou está "ficando" com a menina bonita da sala, que é o comentário dos colegas.
No entanto a relação pais-filho é trazida ao público com muita sagacidade. Pais e filhos adolescentes têm que prestar atenção. Inicialmente a questão gira em torno de ter um filho cego. Percebe-se quão difícil é para a mãe, deixar seu filho "se virar", o pai é mais tranquilo, percebe as limitações do filho, mas confia, com medo! E é nesse aresta que ele escuta o pedido do menino de ir fazer intercambio, ou seja o garoto mostra que tem conhecimento de seus limites, mas quer alçar vôo. O pai percebendo a angustia do filho vai ajudando a mãe a ver o filho como um adolescente e não mais uma criança cega! O diretor vai girando essa posição com muita delicadeza e quase no filme do filme a mãe repreende o filho e ela questiona sua bronca, ela diz que também desagradava seus pais, mas agora ela é mãe e por isso se preocupa com ele. A deficiência deixa de ser o foco da relação deles e agora é a parentalidade que entra em cena! Belíssimo!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Conviver com a ambivalência é difícil!!!

Eu ainda leio o jornal impresso, então logo cedo, ao acordar tenho o ritual de pegar o jornal na porta de casa. Qual minha surpresa, a notícia da avó da Praça de Maio que achou seu neto que foi "roubado" na época da ditadura. Fiquei feliz com a notícia...
À tarde, ao abri a internet vejo uma notícia que me deixou surpresa. Esta de modo negativo. Uma britânica que fazia sexo com seu filho de 12 anos. Como assim???
Enquanto a avó não poupa esforços para ter seus ideais vivos, a mãe britânica rompe sua ética e abusa de seu filho!
São as ambivalencias da humanidade!!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dois Mundos!

De volta!
eu nem sou fã de futebol, sou uma torcedora apenas, mas mesmo sendo assim a copa me tirou da real. Cada dia de jogo sentia a cidade pulsando mais forte, parece que tudo girava em torno disso. Mesmo não querendo parar me sentia impulsionada. Pensava e o mundo, o que está acontecendo, e a economia brasileira??? Bom...
Depois caminhar pelo Vale do Pati. Pois é, 2014 e um lugar que fica a 2 horas da cidade! Energia solar para asa coisas básicas, ou seja, banho frio (e não pensem que é quente, a média da temperatura é de 20 graus), sem luz no quarto, nem fora da casa. Após o jantar, conversava com os outros hóspedes e 20h30m já íamos para cama dormir e assim claro às 6h e pouco o sono tinha acabado, levantava e o dia recomeçava! Internet, telefone, nem TV tinha. Rádio tinha quebrado e o dono da casa não tinha consertado. No entanto, para atender aos turistas, a mula ia e vinha da cidade trazendo provimentos para a casa. A mula saia cedinho e voltava a tarde. Nem todos os dias. Dona Maria e Nayra sabiam se programar. era muito bonito ver a vida acontecer de outro modo.
No café da manhã, pães quetinhos, saídos do forno a lenha (é claro), junto com bolos, mandiocas, bananas cozidas, e mais coisas gostosas. À que horas elas tinham acordado? No jantar, hummmm, que delícia, depois de um dia caminhando, subindo e descendo e admirando a belas paisagens, aquela comida maravilhosa. Godó de banana verde, feijão andu, palmito de jaca, compunham nosso jantar!
Agora na cidade, conectados, com TV, internet e telefone, claro esqueci a senha do blog. São tantas as senhas, ou seriam tantas requisições? Que experiências diferentes. No vale do Pati o tempo caminha lentamente enquanto na cidade o tempo voo!!!
Agora, o celular fica longe, como antes, que o telefone era fixo e só sabia que haviam me ligado quando chegava em casa!
Preciso de tantas senhas?? Só algumas, e uma é para compartilhar com vocês aquilo que vou pensando.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sobre a felicidade: algumas idéias!!!




Depois de um tempão sem escrever, a felicidade veio me tirar do lugar!
Não me lembro onde li certa vez, que ao desejar felicidade para alguém esta deveria ser no singular. Fiquei intrigada, sem entender, mas passei a fazer do modo como tinha aprendido, sem apreender o sentido... Qual minha surpresa quando domingo passado no programa Café Filosófico da TV Cultura (link abaixo) estavam Flávio Gikovate e Renato Janine Ribeiro discutindo sobre a modernidade. Bom como sou fã dos textos do Renato parei para assistir. Logo veio o tema sobre a felicidade e daí Renato dissipou minha dúvida... ele falou de uma confusão que se faz atualmente entre felicidade e prazer e daí sim cabe felicidade no plural. No entanto, explicava ele, felicidade é um estado de alma, a sim, isto é singular! Ainda ressaltou que a língua portuguesa tem o verbo ser e o estar, e que há diferença no sentido das frases. Ele comentou que a pessoa não está feliz, mas ela é feliz.  Ele até comparou com o momento que estava vivendo dizendo que era prazeroso estar ali com Flavio, tomando vinho, discutindo com a plateia mas que a felicidade independia disso tudo. Sim, felicidade é algo maior.
Bom depois dessa introdução, posso falar o que penso. Na atualidade, me parece que as pessoas vivem prazeres múltiplos e que disso decorre a felicidade, por isso desejamos felicidades para os outros. Na verdade estamos desejando que eles tenham muito prazeres, já que o prazer é passageiro... consegue-se um e depois já queremos outro e outro... Freud se dedicou a explicar isso. E ainda, me parece que a falta de entendimento do que é felicidade faz com que as pessoas busquem prazeres incessantemente!....
Não sei julgar a felicidade do outro, mas algumas vezes escuta as pessoas falando sobre felicidade é me parece superficial, será que elas não estão confundindo prazer com felicidade? Claro que dá muito prazer viajar, mas será que ela é feliz por viajar? Penso que não e a viagem que a deixa feliz, mas sua alma que engrandece ao conhecer coisas novas, ao se deparar com situações diferentes e poder resolvê-las...
Assim, desejo a todos meus leitores que sejam felizes!!!





http://www.cpflcultura.com.br/wp/2014/05/14/nossa-sorte-nosso-norte-para-onde-vamos-com-renato-janine-ribeiro-e-flavio-gikovate/