segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sobre a felicidade: algumas idéias!!!




Depois de um tempão sem escrever, a felicidade veio me tirar do lugar!
Não me lembro onde li certa vez, que ao desejar felicidade para alguém esta deveria ser no singular. Fiquei intrigada, sem entender, mas passei a fazer do modo como tinha aprendido, sem apreender o sentido... Qual minha surpresa quando domingo passado no programa Café Filosófico da TV Cultura (link abaixo) estavam Flávio Gikovate e Renato Janine Ribeiro discutindo sobre a modernidade. Bom como sou fã dos textos do Renato parei para assistir. Logo veio o tema sobre a felicidade e daí Renato dissipou minha dúvida... ele falou de uma confusão que se faz atualmente entre felicidade e prazer e daí sim cabe felicidade no plural. No entanto, explicava ele, felicidade é um estado de alma, a sim, isto é singular! Ainda ressaltou que a língua portuguesa tem o verbo ser e o estar, e que há diferença no sentido das frases. Ele comentou que a pessoa não está feliz, mas ela é feliz.  Ele até comparou com o momento que estava vivendo dizendo que era prazeroso estar ali com Flavio, tomando vinho, discutindo com a plateia mas que a felicidade independia disso tudo. Sim, felicidade é algo maior.
Bom depois dessa introdução, posso falar o que penso. Na atualidade, me parece que as pessoas vivem prazeres múltiplos e que disso decorre a felicidade, por isso desejamos felicidades para os outros. Na verdade estamos desejando que eles tenham muito prazeres, já que o prazer é passageiro... consegue-se um e depois já queremos outro e outro... Freud se dedicou a explicar isso. E ainda, me parece que a falta de entendimento do que é felicidade faz com que as pessoas busquem prazeres incessantemente!....
Não sei julgar a felicidade do outro, mas algumas vezes escuta as pessoas falando sobre felicidade é me parece superficial, será que elas não estão confundindo prazer com felicidade? Claro que dá muito prazer viajar, mas será que ela é feliz por viajar? Penso que não e a viagem que a deixa feliz, mas sua alma que engrandece ao conhecer coisas novas, ao se deparar com situações diferentes e poder resolvê-las...
Assim, desejo a todos meus leitores que sejam felizes!!!





http://www.cpflcultura.com.br/wp/2014/05/14/nossa-sorte-nosso-norte-para-onde-vamos-com-renato-janine-ribeiro-e-flavio-gikovate/

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ato de Liberdade??

Ontem a televisão mostrou um episódio em que uma mulher comete um furto para ser presa e romper com sua rotina estressante de dona de casa, mãe, esposa e professora. (link para o noticiário abaixo). 
Ela conta que não tinha tempo para desfrutar da vida como gostava e que agora na cadeia achou esse tempo. Seu marido está desesperado (segundo a reportagem) pois não sabe fazer as tarefas que ela deixou.
Bom, esse ato denuncia dois fatos: 1. a falta de diálogo entre as pessoas; 2. como os sistema prisional é engraçado.
Gostaria de tecer alguns comentário a respeito desses dois pontos. No primeiro - a falta de diálogo - só assim ela conseguiu ser escutada pelo seu marido? Ficando presa é que tem liberdade? Qual liberdade ela está procurando? Havia muitos jeitos dela fazer esse marido escutar:  vamos pensar alguns: e se ela não voltasse pra casa depois de uma dia de trabalho; ou se ela fizesse uma viagem deixando um bilhete comunicando sua saída, e se ela deixasse a casa sem comida ele sem roupa limpa, e se rompesse com sua rotina não usando o carro, o que a obrigaria a fazer tudo em outra velocidade, e se ela pegasse um livro quando ele pega o jornal.... Bom, há tantas maneiras, nada disso ela conseguiu fazer, teve que por "a boca no trombone" ou na TV, só assim seu marido a escutou!!! Que tristeza de relação!!!!
No ítem 2, denuncia o sistema prisional, pois todos sabem que não se fica em uma cela sozinha, todas as delegacias estão superlotadas, assim ela não teria silêncio para escutar seu som... de que prisão ela está falando?
E claro, me chama a atenção que essa mulher prefere ter sua liberdade cerceada , e a liberdade de ver o sol, beber água, comer o que quisera, por exemplo a brigar pelos seus direitos com seu marido e filhos!
Que tempos são esses?
Espanta que há alguns dias escrevi sobre o uso excessivo dos celulares e agora escrevo sobre a falta de diálogo...


terça-feira, 6 de maio de 2014

Daniel Alves ganhou uma banana mas também deu uma banana!

Não dá para ficar quieto no episódio em que Daniel Alves come a banana. No ato de comer, Daniel devolve uma banana, no sentido figurado, pois ele não recebe a agressão, mas lapida o ato e ressignifica. Isto é uma ato de civilidade. Por que não chamar a atenção para isto? Ele foi tão simples e eficaz ao responder o ato violento que houve toda essa repercussão. Parabéns! Já a campanha, para mim tirou o mérito do ato não agregando valor ao ato.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Exuberante e Bela

Este clima seco tem nos dado muitas sensações ruins, abafamento, secura nos lábios, o grande mostro, o medo da falta d'água, etc, etc... mas não posso deixar de lembrar que no canteiro central da Av. Fonseca Rodrigues ergue um Ipê rosa, lindo majestoso, exuberante de flores. Ele parece não se importar de estar em meio a tanta poluição a tanta gente desatenta, a tanto barulho... Ela apenas floresce e dá seu espetáculo. Não se vê seus galhos, nem suas folhas, pois há tantas flores, que caem e foram desde o chão aquele espaço de rosa.
Queria ser agora Raduan Nassar, meu escritor favorito, para poder com sua beleza contar dessa linda cena, mas como não sou espero apenas aguçar a curiosidade de vocês para que essa linda árvore ganhe vosso olhar!

O que faz o celular nas nossas mãos?

Entrei no elevador e lá já estavam  duas pessoas, cada uma com seu celular na mão olhando, mexendo... Descemos,  peguei o meu caminho rumo a Av. Paulista. Quando cheguei no Conjunto Nacional tinha a exposição Risadaria, e um dos quadrinhos era um campo com um menino no centro com uma bola no pé e vários garotos em volta mexendo nos seus celulares... Ninguém para jogar com ele. Outro dia escutei uma noticia que dizia que na China o uso de celular na rua já é problema de saúde pública pois o uso deste eletrônico causa muitos acidentes gerando altos custos para o governo com relação aso cuidados dessas pessoas.
Não é raro vermos pessoas se exercitando nos parques com seus celulares.
Não tem como fugirmos dessa realidade, temos que pensar!!!!
Por que temos que nos entretermos conosco mesmos nos lugar público? Por que temos que falar ao celular enquanto caminhamos, ou dirigimos? 
O que não podemos perder? Por que ficar parado sem fazer nada nos incomoda? Então, por que reclamamos da falta de tempo? Seria uma inabilidade social?
Mas somos super conectados, temos muitos amigos no Facebook, muitos seguidores no Instagram, no Twiter... com que estamos conectados?  
Algumas vezes até me dá inveja pois o celular das pessoas não para de tocar enquanto o meu toca uma vez ao dia, ou duas... 
Então, ficar parado, olhando as pessoas passarem é tão gostoso, podemos observar a combinação das roupas, os andares, as pessoas conversando, ou quando estamos passeando aprendemos tanto dos costumes do lugar... e conversar com o desconhecido que está na fila ao seu lado é tão divertido, as falas são tão diversas, e porque não falar com seu vizinho no elevador...
Será que queremos tempo para fazermos cosias conosco mesmos? Ou para continuar a reproduzir o que já sabemos? Viver não é estar aberto aos encontros, ao inesperado? Parece que ao nos conectarmos ao celular perdemos  a conexão com o outro real, que está ao nosso lado.
Será que o celular não serve para nos tirar do perto do desconhecido?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quanto mais eu corro, mais a assombração aparece!

Digam que estou sonhando... que a pesquisa do IPEA é um sonho meu, que ela não existe. É de ficar indignado com essas notícias de violência contra as mulheres. Sei que a pesquisa é uma consequencia do fatos que vieram acontecendo nos últimos dias no metrô de São Paulo e pela internet. O que chama atenção é que 65% de pessoas, ou seja, as mulheres também estão nesse montante.
Há muitos anos atrás, ouvi um depoimento de uma mulher que havia sido violentada à noite, pois tinha saído comprar remédio para a filha,e o delegado havia feito esse comentário: O que ela queria, sair tarde da noite??? E ela respondeu: o que ele queria que ela fizesse, deixasse minha filha sem remédio? Então, não se pode sari á noite, e agora não se pode usar a roupa que queremos.
Não podemos deixar de lembrar que vestir roupas curtas, esvoaçantes faz parte da cultura brasileira. temos um clima quente. Outro ponto é que somos descentes dos índios, e eles usam poucas roupas. E não é porque as índias estão com os seios de fora que elas são desrespeitadas!!! Não, nenhum índio 'mexe' com a indía porque ela está vestindo assim... e olha, dizem que eles não são civilizados????
Temos ainda a cultura negra se juntando aos nossos costumes... os negros trouxeram os costumes africanos, o qual a vestimenta não também não cobre o corpo todo. 
Assim, não somos bichos que não temos controle do nosso corpo. As mulheres podem sim sair com a roupa que lhes apraz, e os homens tem sim que respeitar, pois temos a educação para frear os instintos!




quarta-feira, 26 de março de 2014

As crianças mudaram?



As crianças estão diferentes, as brincadeiras, a relação com os pais (se fala que os filhos são pequenos príncipes, dentro de casa). Não é raro escutarmos pais falarem que seus filhos não saem do computador, ou não param de jogar no celular... mas e antes????
Antes as crianças brincavam na rua... e não queriam para de brincar e entrar para o almoço!!! Não é? Ou então estavam brincando de boneca e não queriam parar para fazer lição, e daí demoravam a guardar, a mãe ficava brava, entrava no meio da criançada e fazia com as crianças fossem estudar. Ou seja, ordem dada, tem que ser obedecida. E não era porque ela queria, mas ela estava educando e algumas frustrações tem que ser sofridas.
Sim, crianças não querem parar de brincar, elas querem o prazer imediato, ainda não aprenderam a postergar o prazer. Freud tem até um texto intitulado “Mal Estar da Civilização”, no qual ele discute as regras sociais e a necessidade delas para termos uma sociedade com essas bases. Então o que mudou?
Não seria a relação dos pais com os filhos que mudou? Era para almoçar, a mãe chamava 1 vez, 2, 3 e as crianças acabavam vindo para a mesa. Hoje vemos os pais delegando responsabilidades aos filhos, do tipo ‘se você não quiser comer agora, depois vai ter que comer sozinho’, ou ‘não vamos esperar você, nós vamos comer’.
Outra observação é que hoje, muitas vezes se dá comida para o bebê em frente a TV, pois bebê não senta à mesa, e os pais ou responsáveis não a trazem para a cozinha, ou copa, ou sala de jantar.... o hábito continua, pois criança de 2 e 3 anos é difícil de comer, brinca com a comida e daí fica na mesinha dela em frente a TV, vai crescendo e precisa vir à mesa, mas e agora, como trazê-la para essa atividade familiar?
Talvez os pais nem estejam em n a hora do almoço e do jantar e as pessoas responsáveis para facilitar o serviço, dão comida para a criança antes, ela sozinha a mesa é muito chato, porque não deixá-la comer na sala em frente a TV. Daí na hora do jantar, os pais pedem que os filhos venham comer junto, mas os filhos não querem parar de brincar ou trocar mensagem com os amigos (vamos falar a verdade, é tão gostoso conversar com nossos pares, entre os adultos, ou entre as crianças) dizem que não estão com fome, os pais como acham que devem respeitar o ritmo dos filhos deixam-no comer depois e assim vai, come-se hoje dessa forma, amanhã também e assim vai.
Antigamente, quando as brincadeiras eram mecânicas, os pais eram mais determinados ou autoritários ou tinham pulso firme, não sei como denominar isso, mas hora de comer, era hora de comer. A criança podia fazer a onda que quisesse, tinha que comer. Se tivéssemos que respeitar os horários individuais, como a fábrica funcionaria, ou as escolas fariam com o horário do lanche????
Que tal pensarmos em como estamos educando nossas crianças ao invés de reclamara que eles não fazem? Nós também não queríamos obedecer!!!!